
Enquanto consumidores faziam filas em lojas do Brasil para adquirir um iPad, após meses de espera, seis unidades do produto foram apreendidas na loja Fast Shop, no Shopping Iguatemi, em São Paulo.
Um oficial de Justiça com mandado de busca e apreensão expedido pelo Foro Regional de Santana recolheu seis aparelhos quando a loja abriu suas portas para o lançamento do iPad, à meia noite desta sexta-feira (3).
A apreensão foi feita devido a uma ação preparatória (antes da principal) movida contra a loja pela empresa brasileira Transform, que possui o registro da marca IPAD.
“A apreensão foi feita como prova. Agora, a Fast Shop tem cinco dias para se defender. Em 30 dias, a Transform irá entrar com uma ação principal em que pede que a loja não venda mais o produto, com pena de multa diária estabelecida pelo juiz”, explicou o advogado da empresa, Newton Silveira.
Segundo o advogado, a Fast Shop foi escolhida como primeira no processo por ser uma das maiores no setor. Além disso, a Apple está baseada nos Estados Unidos. “Existem dois delitos diferentes. O primeiro se refere ao uso de uma marca alheia. O outro é a comercialização de um produto que tem uma marca ilícita”. Por isso, a ação não está sendo movida diretamente contra a Apple. “Quem põe no mercado é quem causa o prejuízo”, explica Silveira.

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